biomas como ateliê: formação de atelieristas

com Stela Barbieri, Valéria Prates e convidados

13/03 a 08/12/24

quartas das 19h30 às 22h

On-line (com alguns encontros presenciais facultativos)

O que é um bioma? A origem da palavra bioma nos remete a uma vida em relação, colaboração e partilha. Bio é vida, em grego, e Oma, um grupo ou massa. A vida, em cada bioma, é feita de relações interespécies, em múltiplas escalas – do micro ao macro -, com seus saberes, maneiras de fazer e inventar, histórias, memórias e povos. Amazônia, Mata Atlântica, Cerrado, Caatinga, Pampa e Pantanal – cada bioma brasileiro – é um conjunto de vida humana e não humana, com seus fluxos de movimento contínuo próprios de seus territórios singulares. Estar diante de cada bioma é entrar em contato com materialidades, visualidades, tatibilidades e imaginários que são sínteses dos tempos entrelaçados e espiralados – passado, presente e porvir em relação contínua e circular. Compreendê-los amplia a nossa visão planetária e pode gerar impacto para as próximas gerações. 

Para 2024, o Binah propõe uma imersão nos Biomas brasileiros, entendendo a urgência dessa pauta como um campo de disputas políticas, sociais, ambientais, culturais e econômicas que dialoga com o cotidiano de cada um de nós. Falar de biomas é falar de presente, passado e futuro, ou como diz o Mestre Nêgo Bispo, de começo, meio e começo. 

Assim, propomos um olhar aos biomas que caminhe a partir da organicidade, da transdisciplinaridade, da relação e das múltiplas formas de vida que os compõem. As características de cada lugar não são estáveis e fixas, mas dinâmicas e inter-relacionais. Um território nos convida ao encontro de diferentes áreas do conhecimento. Trabalhar as questões contemporâneas ambientais de maneira significativa  é fundamental para que os professores estudem e investiguem os sistemas co-dependentes da natureza e o nosso impacto nessas relações. Acreditamos que a arte pode contribuir criando aproximação, envolvimento e sensibilidade para questões tão urgentes.  

Bioma como ateliê – formação de atelieristas é um convite para discussões onde Arte, Educação e Ciência estão em confluência, um encontro de saberes de diferentes lugares do Brasil. Esse curso foi gestado a partir das pesquisas cultivadas ao longo de dois anos durante o curso “Curso de Atelieristas – A Educação e a poética do cotidiano” e pensa o Bioma como uma escola-ateliê-laboratório, lugar fértil de investigação e invenção, o bioma como um professor que nos ensina novas relações com o tempo, espaço, arte e ciência. 

Falar de biomas por uma perspectiva transdisciplinar é trazer para o centro das discussões curriculares a urgência da decolonização do currículo, uma questão que cresce cada vez mais em nossas pesquisas sobre fazer arte, ciência e escola. Pensar a decolonização curricular requer o contato com diferentes interlocutores de diversas regiões do Brasil, uma oportunidade de se conectar com múltiplos saberes e modos de fazer, pensar e inventar o mundo.

O curso tem como interlocutor o professor-educador- profissional transdisciplinar, que tem a colaboração como meio e a curiosidade pelo mundo como o começo, entendendo que o atelierista-cientista é esta pessoa que agencia, media e inventa processos de ensino e aprendizagem em relação com o cotidiano. Estudar os biomas é uma oportunidade de conhecer e se aprofundar em novos saberes, de observar o mundo por outras lentes, aprender outros jeitos de fazer e estar no mundo. 

Este é um curso à distância, com a duração de 10 meses, com 31 encontros e um total de 169h. Nesse período, vamos nos banhar nas águas do conhecimento dialogando com os seis biomas brasileiros: Mata Atlântica, Pantanal, Amazônia, Cerrado, Caatinga e os Pampas e autores e artistas convidados! Estudaremos pensadores, tais como: Ailton Krenak, Mestre Nêgo Bispo, bell hooks, Paulo Freire, Antônio Nobre, Célia Xakriabá, Emanuele Coccia, Célia Tupinambá, Jaider Esbell entre outros.

Paralelamente ao curso, acontecerão três festivais Pororocas e duas viagens pedagógicas, duas oportunidades diferentes de aproximações com os temas.

 

* Os encontros necessitam formar turma mínima para ocorrer. Caso não ocorra o valor do investimento é devolvido.

** As duas viagens pedagógicas mencionadas são opcionais, não estão inclusas no valor do curso e caso haja interesse deverão ser contratadas a parte, conforme orientações que daremos no início do curso.

informações gerais

Formato: Online
Datas:

13/03, 20/03, 27/03, 3/04, 10/04, 17/04, 24/04, 08/05, 15/05, 22/05, 05/06, 12/06, 19/06, 26/06, 07/08, 14/08, 21/08, 28/08, 04/09, 11/09, 18/09, 25/09, 02/10, 09/10, 16/10, 23/10, 30/10, 06/11, 13/11, 27/11, 04/12 e 08/12


sempre às quartas-feiras

Horário
: de 19h30 às 22h

Duração: 10 meses

Total de horas: 

169 horas (77,5h síncronas + 77,5h assíncronas + 14,5h Festival Pororocas e exposição de conclusão de curso)
Público alvo: professores polivalentes e especialistas, atelieristas, educadoras/es e profissionais da educação e interessados
Vagas limitadas

Valores opções de pagamento:
10x no boleto: R$773,29
10x no cartão: R$793,22
10x no pix: R$773,29

A vista no boleto: R$7.732,90
A vista no cartão: R$7.932,20
A vista no Pix: R$7.732,90

Observação: A inscrição só será concluída após a realização do pagamento do curso (pelo menos a 1a parcela). O binåh não realiza reserva de vagas.

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