Grupo de Estudo : Poesia? Pois é. Poesia! Com Maria da Graça

Informações

Segundas, das 14h às 17h

16 de março de 2020
13 de abril de 2020
11 de maio de 2020
15 de junho de 2020

Duração: 4 encontros

Vagas limitadas

Valor: R$480,00 ou 4x R$120,00

Telefones: (11) 3875-6008 e (11) 3467-4387

Inscrições: através do email contato@binahespacodearte.com.br

 

O que não se ensina, mas se aprende com poesia, na escola?

Drummond inicia o artigo ‘Educação do ser poético’, em 1974, indagando: “Por que motivo as crianças, de modo geral, são poetas e, com o tempo, deixam de sê-lo?”. A pergunta de Drummond permanece atual. Acreditamos que um dos motivos é porque nós, educadores, não alimentamos a poesia suficiente e adequadamente em nossas casas e vidas. E menos ainda em nossas salas de aula, no trabalho de formação de alunos/seres leitores e autores de poemas. Contudo, se aproximarmos poesia e infância (num sentido amplo) enquanto dimensões tipicamente humanas, podemos perceber que ambas têm o dom de “humanecer”.

Neste grupo de estudos, propomos ressignificar o trabalho com a poesia na escola, ou na vida, por meio de experiências, de ações imaginantes, de brincadeiras com o corpo que ouve, ficciona e opera.

Iremos propor um mergulho para o público participante em experiências leitoras e produtoras de poemas.

Resgataremos o trabalho realizado com a poesia na escola e/ou na vida, requalificando o papel humanizador que convida a pensar e a sentir sobre o sentido da vida individual e coletiva – sobre o conhecimento de si, do outro, do mundo e da língua/linguagem; sobre o papel transgressor e criador das imagens e de ações imaginantes; sobre o papel da metáfora em nossa vida cotidiana; e sobre o papel da leitura e da produção de textos que possibilita desaprender e reaprender, criando.

Instrumentalizaremos os presentes sobre recursos poéticos, metafóricos e imagéticos, e sobre como são criados os sentidos em poemas.

Desvelaremos o tão potente e significativo papel da Poesia, que reaparece, hoje, em tantos outros espaços da vida, que não os livros nem a escola, seja por meio de disputas em versos — os slams —, seja em grafites, em espaços virtuais e sociais, em letras de canções, em propagandas e até em textos científicos.

 

Maria da Graça Abreu é nascida em Portugal, mas brasileira de adoção e paixão. Trabalhou na PUC-SP por mais de vinte e cinco anos, como professora de Literatura Portuguesa, Literatura Brasileira e Literatura Infanto-Juvenil, cuja cadeira introduziu nas universidades do Brasil. Foi também docente em outras disciplinas relacionadas à Língua Portuguesa e sua didática. Foi assessora de Língua Portuguesa por 15 anos no Colégio Pentágono, e por 10 anos na Escola Crescimento de São Luis do Maranhão, além de ter assessorado também outras escolas na elaboração de projetos curriculares de língua. Apaixonada por Literatura Infanto Juvenil e, especialmente, por Poesia. Coordenou o projeto de poesia Usina de Sonhos em Dois Córregos. Atualmente, está pesquisando e escrevendo um livro para formar professores para ensinarem seus alunos a lerem e produzirem textos expositivos. Mas, paralelamente a isso, não deixa de trabalhar com o que ama, como a poesia, por exemplo, como fez durante sua vida inteira.